Poder de superação

Publicado em 04/05/12 às 00:41

Vou apresentar a você uma das pessoas mais incomuns que já conheci. Ele veio ao mundo sem qualquer vestígio físico de orelhas, e o medico admitiu, provavelmente a criança jamais ouviria ou falaria. 

Desafiei a opinião do médico. Eu tinha o direito de fazer isso, pois era o pai do bebê. Naquele momento tomei uma decisão. Decide sozinho e Deus, que meu filho iria ouvir e falar. A natureza poderia mandar-me uma criança sem orelhas, mas não podia obrigar-me a aceitar tal situação.

Na minha mente eu já havia decidido, meu filho iria ouvir e falar! Como? Tinha a certeza que haver um caminho e de um jeito ou de outro eu iria encontrar.

A palavra certa é desejo, e eu DESEJAVA isso mais que qualquer outra coisa. E assim não abri mão deste desejo, nem por um segundo se quer.

Tão logo a criança fosse crescida o bastante para cooperar, eu encheria sua mente com um DESEJO ARDENTE de ouvir, para que a natureza, por seus próprios métodos, transformasse isso em realidade física.

E o menino crescia e eu observa os acontecimentos com ele, e notei que ele ouvia minimamente, quando chegou a idade que as crianças começam a falar ele não fez, mas mesmo assim, suas atitudes mostravam que nós estávamos no caminho certo. Ele percebia alguns sons e isso é o que eu precisa saber! 

Já certo de que ele poderia ouvir com clareza, comecei a transferir imediatamente para sua mente o desejo intenso de ouvir e falar. Logo percebe que ele gostava de ouvir eu contar-lhe historia na hora de dormir; assim comecei a lhe contar historia destinadas a desenvolver nele a autoconfiança, a imaginação e um intenso desejo para ouvir e ser normal.

Entre as historia, eu enfatizava uma que lhe mostrava que sua deficiência não era desvantagem e sim um recuso de grande valor. Apesar de todas as filosofias que eu estudei mostrar-me que toda adversidade trás consigo uma oportunidade, confesso que não tinha a menor ideia de como a deficiência do meu filho poderia se tornar uma vantagem. No entanto, mesmo assim, continuei a integrar estas filosofias nas historias que contava ao meu filho antes de dormir e crente de que um dia ele mesmo descobriria como usar sua deficiência a seu favor.

A razão me falava que não havia compensação adequadas para a falta de ouvidos e do aparelho da audição. Mas o desejo apoiado na FÉ SUPEROU A RAZÃO e inspirou-me a continuar.

Analisando nossa historia, posso ver agora que a fé depositada em mim pelo meu filho teve muito haver com o resultado mais que impressionante. Ele jamais questionou o que eu dizia. Eu o convence de que ele tinha uma nítida vantagem em relação a seus irmãos mais velhos, vantagem esta que poderia se revelar de diversas maneiras. Os professores, por exemplo, observando que ele não tinha orelhas, daria a ele especial atenção e o trataria com especial gentileza. E foi o que aconteceu. A mãe dele tratou de procurar os professores para pedir que tivessem atenção especial com aquele aluno.

Notamos que gradualmente a audição do menino melhorava. Alem do mais a deficiência auditiva não fizera dele um tímido. Mais ou menos aos 7 anos ele nos deu a prova de que nossa estratégia de trabalhar sua mente começava a dar certo. Ele insistia em vender jornais, mas a mãe não concordava pois achava perigoso ele sair sozinho. 

Ele então decidiu por resolver a questão. Uma tarde em que ficou em casa com empregados, pulou a janela da cozinha e chegando ao quintal e foi a luta. Pediu 6 centavos emprestado ao sapateiro da esquina, comprou jornais, vendeu-os, reinvestiu o dinheiro e durante a tarde repetiu a operação. Após fazer as contas, pagar ao "banqueiro" o dinheiro que havia tomado emprestado, teve um lucro de 42 centavos. Quando chegamos em casa aquela noite, encontramos ele dormindo em sua cama com o dinheiro apertado na mão.

Choramos pela vitoria do nosso filho. A mãe porque um menino surdo saiu arriscando a vida para ganhar seu próprio dinheiro. Já eu ria, ria muito porque percebe que a luta para plantar em sua mente a semente da vitoria foi bem sucedida e que nascia ali um grande vencedor.

O futuro mostrava a cada dia que a semente tinha germinado. O irmão mais velho quando queria algo caia no chão e rolava chorando. Já o pequeno menino com deficiente quando queria algo ia a luta, ganhava dinheiro com recursos próprios. 

O menino surdo cursou o ensino fundamental, o ensino médio, e o ensino superior sem ouvir os professores, a menos que ele falassem bem alto e perto dele. E também nunca frequentou escolas especiais.

NÃO PERMITIMOS QUE ELE APRENDESSE A LINGUAGEM DOS SINAIS. Estávamos determinados a faze-lo levar uma vida normal e matemos esta decisão embora isso tenha custados embates com a diretoria da escola. 

AINDA NO ENSINO MÉDIO ELE TENTOU USAR UM APARELHO AUDITIVO, aparelho para SURDEZ. Não deu certo, pois ele havia nascido sem qualquer sinal ou vestígio do sistema auditivo natural. Isso foi diagnosticado pelo Dr J. Gordon Wilson, de Chicago, quando a criança tinha 6 anos.

Na ultima semana de aulas na faculdade, dezesseis anos depois da operação, aconteceu um fato que marcou definitivamente sua vida. Pelo que aparecia um acaso, ele recebeu outro aparelho elétrico para surdez, ainda em testes. 

Tendo em vista o desapontamento anterior, teve receio em aceitar. Finalmente, sem muito interesse, pegou o aparelho, colocou no ouvido, ligou a bateria e pronto! COMO NUM PASSE DE MÁGICA, SEU INTENSO DESEJO DE OUVIR NORMALMENTE SE TORNOU REALIDADE! Pela primeira vez na vida ele ouvia praticamente tão bem quanto qualquer outro ser humano normal. "DEUS opera misteriosamente suas maravilhas".

Deslumbrado com o novo mundo ligou para a mãe para que assim pudesse ouvi-la. Ouviu perfeitamente os professores sem que os mesmo gritassem, pode conversar como nunca antes havia feito. 

O DESEJO ardente começava a pagar dividendos, mas a vitoria não estava completa. Ainda faltava converter sua deficiência nunca vantagem equivalente. 

Ainda sem entender plenamente o que ocorrerá, ele escreveu uma carta contando a historia aos dirigentes da fabrica de aparelhos auditivos. Alguma coisa na carta, não se sabe bem o que, mas algo entre linhas, fez com que os dirigentes chamassem ele para uma visita a sede em Nova York. Enquanto os engenheiros mostravam-lhe a fabrica algo veio a sua mente, chame como quiser, uma inspiração, uma ideia. Esse impulso de pensamento foi que converteu sua deficiente em vantagem destinada a pagar altos dividendos em forma de dinheiro e felicidade a outras pessoas.

O impulso foi o seguinte, ele poderia ajudar  milhões de pessoas surdas que atravessam a vida sem o beneficio do aparelho de surdez, caso pudesse achar um meio de contar sua historia. Naquele momento, decidiu dedicar os seus dias futuros a ajudar pessoas com deficiência auditiva.

Durante um mês ele pesquisou intensamente e assim elaborou um plano para dois anos seguintes baseado em sua experiência e estratégia de marketing da empresa em todo mundo. Quando ele apresentou o plano a empresa foi imediatamente oferecido um cargo executivo na fabrica.

A partir dali ele passou a ter recompensas grandiosas em dinheiro, mas foi alem disso, passou a ajudar literalmente pessoas a ouvir e a falar. Um especialista ficou espantado ao constatar que meu filho não poderia ouvir e nem falar mesmo com aparelho, pois não havia ligação entre o cérebro e som. 

É meu dever e um privilégio dizer que acredito, não sem motivos, que nada é impossível àquele que apóia seu DESEJO numa FÉ inabalável. Na verdade, não há nada, certo ou errado, que a CRESÇA e o DESEJO ARDENTE, juntos, não possam realizar. Eles estão aí, à disposição de todos.

Por intermédio de algum estranho e poderoso principio de "química mental"  nunca revelado, a natureza integra ao impulso de um forte DESEJO aquele "algo mais" que não reconhece a palavra "impossível" e não aceita fracassos. 

Texto inspirado na obra de Napoleon Hill

Edição: Adm Francisco Lima

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