A revista inglesa, The Economist, desta semana publica ampla reportagem sobre o crescimento da agricultura brasileira sob o título "O milagre agrícola do Brasil". O potencial do País para o setor primário é colocado como um exemplo revolucionário de produção de alimentos com subsídios do governo e apoio significativo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Um milagre citado está em Baixa Grande do Ribeiro, no cerrado do Piauí. É a fazenda Cremaq, do grupo BrasilAgro.
A The Economist conta que há três anos a fazenda Cremaq estava praticamente falida após uma experiência fracassada com o plantio de caju. A BrasilAgro "comprou e modernizou um campo negligenciado", destaca a revista.
Abandonado o projeto de caju, introduzidos o milho e a soja, uma nova realidade a ser transmitida para outras fazendas no Brasil. Na Cremaq tem: utilização de transmissores de rádio para o controle do tempo; acompanhamento por computador do trabalho de campo (do preparo do solo à colheita); 200 km de estradas dentro da fazenda; 300 pessoas contratadas.
O milagre, no entanto, é colocado como algo localizado na "remota" fazenda piauiense. The Economist ressalta que o posto de saúde está distante a "uma jornada de meio dia" e a maioria das pessoas "vive fora do estado de bem-estar de renda", o que não é nada "miraculoso". Um apelido para o Piauí: "Timbuktu do Brasil". Timbuktu é cidade do Mali, na África, patrimônio mundial ameaçado pela desertificação.




