ONG faz acompanhamento de crianças que são acolhidas temporariamente

Publicado em 02/08/10 às 18:38

Recentemente o Brasil chocou-se com o caso da procuradora aposentada Vera Lúcia Gomes, acusada de espancar uma criança de dois anos que estava sob sua guarda, pois pretendia adota - lá. Após a denúncia de seus empregados ao conselho tutelar, a menina foi retirada da casa da procuradora com hematomas que comprovavam que ela sofria constantes agressões.

Os motivos que desencadearam essas agressões podem ser vários, mas o certo é que o acompanhamento à famílias que acolhem uma criança são determinantes para que casos como este não ocorram, seja antes do recebimento da criança, a chamada gestação afetiva e após a adoção até que a criança e sua nova família estejam estabilizadas.

A presidente do Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção - CRIA, Francimélia Nogueira, conta que casos como este acontecem devido à falta de estrutura de quem trabalha nessa área, como os abrigos e juizados. “O juizado precisa de muito mais técnicos, não podemos “tapar o sol com a peneira”, a convivência da família com a criança precisa ser acompanhada, se tivesse uma visita semanal ou ao menos quinzenal isso poderia ter sido evitado e a violência a tempo. Foi uma falha do sistema.”

A ONG CRIA já passou por casos semelhantes. “Nós tivemos que retirar três irmãos do Projeto Família Solidária, pois houve indício de maus tratos psicológicos. O nosso acompanhamento é semanal, então quando soubemos ás dez e meia da manhã o que estava se passando, meio dia nós já tínhamos retirado as três crianças da família, e no final da tarde, infelizmente, estavam de volta ao abrigo. Elas estavam escondendo essa situação, porque não queriam voltar para os abrigos.” revela Francimélia

A equipe do CRIA é composta por psicólogas e assistentes sociais, e fazem o acompanhamento das famílias do Projeto Família Solidária- famílias que acolhem provisoriamente uma criança. Esse projeto é uma forma de tirar a criança do abrigo e inseri - lá em um ambiente familiar. Quando essa criança tem um vínculo ainda com a família de origem, a metodologia prevê também um acompanhamento, porque o objetivo principal é que ela possa voltar para a família de origem.

Quando foi criada a ONG não fazia o acompanhamento de casos efetivados de adoção, isso é de competência do juizado, no entanto o trabalho da instituição está também se atualizando e dedicando tempo para cuidar de casos como esses. “Muita gente nos procurou, pois estavam tendo problemas com seus filhos adotados. Não estamos fechando as portas pra elas e já temos com uma psicóloga voluntária que se prontificou a cumprir esse papel, de conversar uma vez por semana com essas famílias que estão precisando de apoio para que esse convívio seja mais saudável e que seja uma adoção feliz”, afirma a presidente.


Mais informações:

ONG CRIA-3216-6275
email:ongcria@hotmail.com
site: http://criapiaui.com
 

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