O corpo de Eliza Samudio, de 25 anos, desaparecida há 25 dias, pode ter sido jogado na Lagoa Suja, no bairro Liberdade 2, uma continuação do Liberdade, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Policiais da Delegacia de Roubos do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) realizaram buscas na área, mas só puderam vasculhar as margens, por falta de instrumentos adequados. A polícia chegou ao local a partir de um informe do serviço de Disque-Denúncia (181) do Estado de Minas Gerais.
Por volta das 15h, quatro agentes armados, em uma viatura do Depatri, iniciaram o trabalho, que durou cerca de 80 minutos. Eles encontraram uma fralda infantil, em uma sacola de supermercado, e recolheram o material. Foi usada uma vara de pescar para procurar possíveis sinais nas margens, cobertas por vegetação. Em alguns pontos, a lagoa chega a quatro metros de profundidade. Segundo o chefe da equipe, o corpo pode ter sido amarrado a pedras ou perfurado e estar no fundo da Lagoa Suja.
— Pra fazer um trabalho completo, seria preciso entrar com barcos e vasculhar o fundo de toda a lagoa — afirmou um dos policiais.
Depois de caminharem no entorno, os agentes circularam pela comunidade e conversaram com alguns moradores. De acordo com um entregador de compras, que também falou aos policiais do Depatri, a lagoa é usada por bandidos da região para esconder restos de motos e carcaças de carros. Na semana passada, uma denúncia apontava que o corpo de Eliza estaria na Mata das Abóboras, em Igarapé, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas nada foi encontrado.(Extra Online)





